A recuperação de dados de discos é um dos serviços mais procurados da era digital. Afinal, os computadores e portáteis guardam dados importantes da nossa vida: as fotografias da família, os trabalhos da faculdade, as folhas de cálculo da empresa ou os ficheiros dos clientes.
Se, depois deste guia, o seu disco continuar sem acesso aos ficheiros, conheça o nosso serviço de recuperação de dados em disco rígido, com diagnóstico gratuito.
No entanto, o armazenamento de dados nestes dispositivos pode falhar, muitas vezes por ação humana, mas também por desgaste e por muitos outros motivos. E quem já perdeu ficheiros assim sabe bem a dor de cabeça que isso dá…
Felizmente, a maioria dos casos de perda de dados tem solução. Há formas de recuperar ficheiros que julgava perdidos para sempre, sobretudo com o trabalho de empresas e profissionais especializados.
Neste guia explicamos tudo sobre a recuperação de dados em discos. Somos a multinacional mais bem avaliada em recuperação de dados e vamos ajudá-lo a perceber como funciona este processo e como recuperar ficheiros em segurança.
O que é a recuperação de um disco?
A recuperação de dados em disco é o processo de resgatar e tratar os ficheiros do disco rígido de um computador ou portátil quando deixam de estar acessíveis pela via normal. Em inglês, este processo chama-se data recovery.
Os discos guardam os mais variados ficheiros, como documentos, folhas de cálculo, fotografias e programas, que os utilizadores querem manter para voltar a consultar. São uma peça essencial da interação entre as pessoas e os computadores.
Normalmente, acede a estes dados através do próprio computador ou de um disco externo. O problema surge quando alguma situação impede esse acesso, como um dano físico no disco ou a eliminação definitiva de ficheiros.
Nestes casos, é preciso intervir para chegar aos ficheiros — e é aí que entra a recuperação do disco. O objetivo é recuperar os dados de forma íntegra, como fazemos com os clientes da Bot.
O que é e como funciona um disco rígido?
O disco é o componente de hardware onde ficam guardados os dados e os ficheiros digitais. Trata-se de uma memória não volátil, ou seja, que não se perde quando o computador é desligado, ao contrário da memória RAM, que só guarda informação enquanto tem energia.
Há discos internos, ligados à placa-mãe do computador ou portátil, e discos externos, ligados ao equipamento por USB.
«HD» vem de «Hard Disk», em português disco rígido. Tem este nome porque é composto por um ou mais pratos rígidos, lisos e uniformes, geralmente de alumínio ou vidro e revestidos por um material magnético.
Estas características dão aos pratos a estabilidade e a precisão necessárias para rodarem a velocidades muito elevadas.
É nos pratos que os dados ficam gravados, em pistas e setores que funcionam como «gavetas» de armazenamento. Enquanto os pratos rodam em torno do eixo central, a cabeça de leitura, suportada por um braço móvel, lê os dados gravados.
A cabeça de leitura fica a uma distância mínima do prato, sem nunca lhe tocar, para que o braço se possa deslocar por toda a superfície sem a danificar. Quanto mais depressa o prato roda, mais depressa a cabeça chega aos dados e os envia para o computador.
Todo o funcionamento do disco (rotação dos pratos, movimento do braço, leitura, escrita, envio e receção de dados) depende de um sistema eletromagnético, coordenado pela placa controladora e pelos seus circuitos eletrónicos.
Como se perdem os dados de um disco?
Há inúmeras causas para a perda de dados de um disco, desde a simples eliminação de ficheiros até problemas elétricos ou mecânicos. Consoante o dano, o disco pode precisar de uma intervenção mecânica completa ou ter apenas alguns dados ou setores afetados.
Estes são alguns dos principais motivos de perda de dados num disco:
- Pancadas e quedas;
- Danos causados por água ou fogo;
- Desgaste com o tempo;
- Calor excessivo;
- Falhas ou picos de corrente;
- Formatação do disco;
- Eliminação definitiva de ficheiros;
- Encerramento incorreto do computador;
- Vírus e malware.
Uma das principais causas de perda de dados são os danos mecânicos. Os discos rígidos têm componentes sensíveis e um mecanismo de grande precisão, que qualquer pancada pode afetar.
Quando um equipamento cai ao chão ou fica exposto ao pó ou à humidade, por exemplo, as peças podem ficar danificadas. Isto é sobretudo comum em portáteis e discos externos, que andam mais de um lado para o outro do que um computador de secretária.
Os problemas elétricos também são muito frequentes. Falhas ou picos de corrente podem queimar componentes eletrónicos do disco e provocar a perda de dados.
E quem nunca apagou um ficheiro sem querer e depois não o conseguiu encontrar? Perdem-se muitos dados assim. Se esvaziar a Reciclagem ou apagar ficheiros definitivamente e não tiver cópia de segurança, vai precisar de ajuda para os recuperar.
Além disso, a perda de dados também pode ter origem lógica. Os vírus e o ransomware, por exemplo, podem tornar o computador lento, bloquear o sistema e encriptar ou apagar ficheiros. Nesses casos, é preciso recorrer à recuperação de dados para os reaver.
Como recuperar os dados de um disco?
O processo de recuperação de dados em disco é a solução para estas situações. Em muitos casos, é possível recuperar a totalidade dos dados.
Quando percebem que perderam dados do disco, muitas pessoas recorrem a programas de recuperação de dados. Em algumas situações, isso pode resolver o problema. Mais à frente, apresentamos alguns desses programas.
No entanto, estes programas nem sempre são simples, muitas vezes dão resultados limitados e, na maioria dos casos, exigem bastante experiência do utilizador. Um passo em falso pode acabar com todas as hipóteses de recuperação.
E não nos esqueçamos de que falamos de ficheiros importantes, cuja perda pode causar grandes prejuízos. Além disso, há situações, sobretudo de danos físicos, que nem os melhores programas conseguem resolver.
Por isso, regra geral, recomendamos que procure ajuda profissional na recuperação do disco, sobretudo nos casos mais complexos, com dados mais sensíveis ou com danos graves no disco. Uma empresa especializada como a Bot tem os profissionais, o equipamento e a experiência necessários para recuperar um disco ao máximo das suas possibilidades.
Vejamos agora, em concreto, como resolver as situações mais comuns de perda de dados em discos rígidos.
Como recuperar um disco corrompido?
Um disco corrompido é aquele cujos dados ficaram inacessíveis por algum motivo, como:
- Danos físicos no disco rígido;
- Vírus e malware;
- Calor ou humidade em excesso;
- Falhas ou picos de corrente;
- Erros durante a leitura ou escrita dos dados.
Pode suspeitar de um disco corrompido quando, ao ligar o computador ou portátil, o sistema mostra um aviso a dizer que a localização não está disponível. Em muitos casos, o disco faz ruídos, fica lento, bloqueia e não deixa aceder aos dados.
Ao notar qualquer problema, copie de imediato os ficheiros a que ainda consegue aceder e não grave mais nada no disco. Depois, inicie o processo de recuperação do disco com a Bot.
Recuperação de um disco corrompido
A recuperação de um disco corrompido, de uma partição corrompida ou de ficheiros corrompidos depende do diagnóstico. Consoante a causa do problema, as medidas a tomar são diferentes.
Em geral, os ficheiros corrompidos são recuperáveis, porque continuam gravados no disco — apenas deixou de conseguir aceder-lhes. Por isso, há ferramentas capazes de reconstruir o acesso aos ficheiros a partir das estruturas do sistema de ficheiros.
O Windows inclui a ferramenta de Verificação de Erros: clique com o botão direito na unidade > Propriedades > Ferramentas > Verificar. O sistema analisa a unidade e tenta corrigir as falhas que encontrar. Atenção: esta verificação escreve no disco, por isso só a deve usar depois de ter copiado os ficheiros importantes e nunca num disco que faça ruídos estranhos.
Se o problema for ligeiro, esta verificação pode corrigir a falha e devolver o acesso aos ficheiros. Se os dados forem importantes e ainda não tiver cópia, recupere-os primeiro.
Outra ferramenta é a Linha de Comandos do Windows, onde pode usar o comando chkdsk para verificar o disco. Escreva chkdsk X: /f /r, substituindo X pela letra da unidade (por exemplo, chkdsk D: /f /r), e prima Enter.
O parâmetro /f corrige erros no sistema de ficheiros e o /r procura setores defeituosos e tenta ler a informação que lá estava. Atenção: o chkdsk altera o disco e, num disco com danos físicos, a leitura intensiva do /r pode agravar a avaria. Se os dados forem importantes, recupere-os antes de o usar.
Outra opção é usar um programa de recuperação de dados. Programas como o Recuva, o EaseUS e o Recoverit, que apresentamos mais à frente, servem para recuperar ficheiros de um disco corrompido, desde que o disco esteja fisicamente saudável. Instale-os e guarde os ficheiros recuperados sempre noutro disco.
Seja qual for a ferramenta ou o comando, use-o com cuidado, ou pode pôr os dados em risco. O mais seguro é procurar uma empresa que faça o diagnóstico correto e conduza a recuperação do disco com segurança e eficácia.
Como recuperar um disco danificado?
Os discos danificados são os que sofreram algum tipo de dano físico. Muitas vezes fazem ruídos que denunciam a avaria, ou o próprio sistema não reconhece o disco e mostra uma mensagem de erro.
Quando o disco sofre uma queda, uma pancada, um curto-circuito, oxidação ou contacto com líquidos, por exemplo, os componentes podem ficar afetados. Também pode acontecer com o passar do tempo, à medida que as peças se desgastam.
Os danos físicos são, normalmente, os mais graves. Podem afetar os pratos e impedir o acesso a determinadas zonas. Também podem danificar as cabeças de leitura, que, se o disco continuar a ser usado, podem riscar toda a superfície dos pratos. Há ainda o risco de se soltarem pequenas partículas dentro do disco que danificam outras peças.
Recuperação de um disco danificado
No caso de discos danificados, dificilmente um programa conseguirá recuperar os dados — e usá-lo pode piorar a avaria.
A solução passa por substituir as peças danificadas por peças compatíveis de um disco dador, como a placa controladora ou as cabeças de leitura. A troca das cabeças obriga a abrir o disco, o que só pode ser feito num laboratório com sala limpa Classe 100 (ISO 5), equipamento e técnicos especializados.
Procure uma empresa experiente e com boa reputação em recuperação de discos e explique o que pode ter causado o dano. Isso facilita o diagnóstico e a escolha dos procedimentos mais adequados para recuperar os ficheiros.
Muitas vezes, além da substituição de peças, é preciso recorrer a equipamentos profissionais de recuperação de dados em discos danificados para voltar a ler os dados, algo que só empresas como a Bot, com os procedimentos corretos de recuperação de discos, conseguem fazer.
Como recuperar ficheiros de um disco formatado?
Numa formatação rápida, o sistema apaga as referências aos ficheiros para libertar espaço, mas os dados costumam continuar no disco enquanto essa área não for ocupada por novos dados. Já a formatação completa no Windows (desde o Vista) escreve zeros em todo o volume e, nesse caso, os dados ficam praticamente irrecuperáveis.
O mesmo acontece quando apaga ficheiros definitivamente. A diferença é que a formatação afeta todo o volume, enquanto a eliminação afeta apenas os ficheiros que o utilizador selecionou.
Formata-se um disco para o limpar por completo, para reinstalar o sistema operativo ou para eliminar um vírus, por exemplo. O problema é quando isso acontece por engano, com ficheiros sem cópia de segurança. Nesse caso, é preciso avançar para a recuperação do disco formatado — e deixar de escrever no disco de imediato.
Recuperação de um disco formatado
Pode tentar recuperar um disco formatado com um programa de recuperação de dados, como o Disk Drill, o Recuva ou o EaseUS. Instale o programa noutro disco, selecione a unidade ou a partição formatada, faça a análise e guarde os ficheiros recuperados num disco diferente.
No entanto, estes programas dão muitas vezes resultados limitados, a versão completa costuma ser paga e nenhum consegue recuperar tudo em todos os casos. Por isso, se o objetivo é recuperar o máximo de dados, o ideal é recorrer a uma empresa especializada como a Bot: um trabalho profissional é mais seguro, tem melhores resultados e esgota todas as tentativas possíveis.
Como recuperar ficheiros apagados do disco?
Esta é uma das situações mais comuns. Normalmente, os ficheiros apagados vão para a Reciclagem, de onde é fácil restaurá-los. Mas, se os dados forem apagados definitivamente, é preciso recorrer à recuperação de dados.
Os ficheiros apagados deixam de estar acessíveis porque as referências a eles são removidas. Enquanto o espaço libertado não for reescrito, os dados costumam continuar no disco, por vezes fragmentados, e podem ser recuperados. Nos SSD com TRIM ativo, porém, o espaço é limpo pouco depois e a recuperação torna-se muito difícil.
Recuperação de ficheiros apagados do disco
Depois de apagar ficheiros do disco, não grave dados novos nem instale programas nesse disco, porque podem reescrever o que foi apagado e impedir a recuperação.
Pode usar programas de recuperação de dados para recuperar ficheiros apagados do disco. Costumam ser eficazes em casos simples, mas use apenas programas fiáveis e só se se sentir seguro para seguir os procedimentos indicados. Um uso incorreto pode destruir os dados de vez.
Se os dados forem realmente importantes, procure ajuda profissional. Uma empresa especializada como a Bot tem técnicos qualificados e sabe aplicar os procedimentos corretos para recuperar os seus dados apagados com mais segurança e maiores probabilidades de sucesso.
Como recuperar um disco queimado?
Os discos são aparelhos eletrónicos. Tal como o frigorífico ou a ventoinha, podem queimar com uma falha de corrente, um pico de tensão, uma trovoada ou outras instabilidades na rede elétrica, ou com uma fonte de alimentação avariada.
Estas situações podem queimar a placa lógica do disco, onde estão os circuitos eletrónicos. Nesse caso, é preciso uma placa compatível com a original e transferir para ela o chip ROM (ou o seu conteúdo) com os dados únicos de calibração do disco. Só assim é possível recuperar os dados do disco queimado.
Recuperação de um disco queimado
Para fazer a recuperação de um disco queimado, é preciso encontrar uma placa de um disco exatamente compatível com o danificado — mesmo modelo, mesma revisão de placa e versão de firmware, entre outros pormenores — e adaptá-la ao disco original. Só assim a substituição é feita em segurança.
O procedimento de recuperação de um disco queimado exige muito cuidado e equipamento profissional. Por isso, não o tente fazer em casa: é muito provável que não tenha o equipamento eletrónico necessário ou que erre algum passo, deixando o disco em pior estado ou mesmo destruído de vez.
Uma empresa como a Bot consegue identificar onde estão os danos e recuperar o disco queimado. Com técnicos qualificados e equipamento de eletrónica e firmware — e sala limpa Classe 100 (ISO 5), quando também é preciso intervir na parte mecânica —, é possível substituir a placa controladora e aplicar os procedimentos corretos.
Como recuperar um disco externo?
O disco externo serve para guardar ficheiros fora do computador, por exemplo para aumentar a capacidade de armazenamento ou transportar dados com facilidade.
Contudo, essa mobilidade aumenta o risco de perda de dados, porque torna os danos físicos mais prováveis. O disco pode sofrer quedas e movimentos bruscos ou ser guardado em locais inadequados, o que pode danificar os componentes internos.
Os problemas típicos dos discos internos também afetam os externos: vírus, placa queimada, problemas elétricos, entre outros. Também nesses casos é preciso recorrer à recuperação de dados de um disco externo.
Recuperação de um disco externo
A escolha dos procedimentos de recuperação de um disco externo depende de um diagnóstico correto. O disco pode ter sido formatado, ter queimado, sofrido danos físicos ou ficado corrompido.
Depois de identificar o problema, aplicam-se os mesmos procedimentos que se usariam num disco interno.
Mas, para não arriscar os dados do seu disco externo, conte com uma empresa qualificada, capaz de identificar corretamente o problema e encontrar a solução para recuperar os dados.
Como recuperar um disco com bad blocks?
Os bad blocks são setores defeituosos do disco. Isto significa que os dados gravados nesses setores ficaram inacessíveis.
Na maioria dos casos, os bad blocks resultam de danos físicos, como uma pancada que leva a cabeça de leitura a danificar uma zona do prato, ou do desgaste da superfície magnética. Quando isto acontece, o computador pode ficar lento, bloquear e não conseguir abrir os ficheiros que lá estão.
Nos discos atuais, os fabricantes reservam uma área de setores de reserva. Quando um setor falha, o próprio disco passa a usar um setor de reserva no seu lugar (realocação).
Além disso, o sistema de ficheiros pode marcar os setores defeituosos para que deixem de ser usados e não se gravem lá ficheiros.
Recuperação de um disco com bad blocks
Os bad blocks são irreversíveis: não é possível reparar fisicamente essa zona. O máximo que se consegue é continuar a usar o disco sem recorrer aos setores com problemas — mas um disco que começa a ganhar setores defeituosos tende a piorar, por isso o mais prudente é copiar os dados e substituí-lo.
Ainda assim, muitas vezes é possível recuperar os dados que lá estavam. Como os bad blocks resultam de danos físicos, a recuperação é mais complexa e normalmente exige intervenção profissional, com equipamento que lê o disco de forma controlada. Por isso, procure uma empresa como a Bot para recuperar um disco com bad blocks.
Como recuperar um disco em formato RAW
Um disco em RAW é um disco cujo sistema de ficheiros não existe ou não pode ser lido pelo Windows.
Isto pode acontecer por erros do sistema, remoção incorreta, vírus, setores defeituosos e outros problemas que corrompem o disco ou uma partição. É mais frequente em discos externos, que estão mais sujeitos a danos.
Recuperação de um disco em RAW
Na recuperação de um disco em RAW, o primeiro objetivo é tirar os ficheiros do disco sem escrever nele; só depois se deve repor um sistema de ficheiros legível pelo Windows.
Não vale a pena insistir no comando chkdsk: num volume RAW, o Windows responde normalmente que o chkdsk não está disponível para unidades RAW, e reparações forçadas podem estragar o que resta da estrutura. Um programa de recuperação de dados consegue muitas vezes reconstruir a partição ou ler os ficheiros diretamente, desde que o disco esteja fisicamente saudável.
Depois de recuperar os ficheiros, pode formatar o disco com um sistema de ficheiros legível, como NTFS ou exFAT. Nunca formate antes disso: a formatação apaga os dados e pode impedir a recuperação.
Se o disco fizer ruídos, estiver lento ou os dados forem importantes, deixe a recuperação dos ficheiros em RAW a uma empresa profissional, que só no fim, com os dados em segurança, poderá formatar o disco.
Programas para recuperar um disco danificado
Há vários programas de recuperação de dados para discos corrompidos, com bad blocks ou com ficheiros apagados definitivamente. Uma pesquisa no Google mostra muitos deles.
Usar programas para recuperar dados de um disco danificado é muito arriscado, porque pode destruir os dados de vez. É preciso conhecimento técnico para perceber a verdadeira causa do problema, e só em algumas situações será possível recuperar os dados de um disco com programas — em regra, quando o disco não tem danos físicos.
De qualquer modo, convém sublinhar que estes programas podem não recuperar todos os ficheiros, sobretudo em casos complexos de perda de dados.
Vejamos alguns programas de recuperação de dados:
- FreeUndelete: programa de recuperação de dados para Windows, gratuito para uso pessoal.
- Recuva: programa da mesma família do CCleaner. Tem uma versão gratuita com limitações e planos pagos com mais funcionalidades a partir de 12 €/ano.
- Disk Drill: disponível para Mac e Windows; na versão para Windows recupera gratuitamente até 500 MB de dados, e as funções avançadas ficam nos planos pagos, a partir de 45 €/ano.
- Recoverit: um dos programas de recuperação de ficheiros mais completos, disponível para Mac e Windows, em versão gratuita ou paga, a partir de 50 €/ano.
- EaseUS: oferece soluções completas de cópia de segurança, otimização de discos e recuperação de dados. A versão gratuita recupera até 2 GB; a versão paga custa a partir de 71 €/ano.
7 dicas para evitar a perda de dados de um disco
A perda de dados de um disco pode ser um grande problema. A Bot consegue recuperar a grande maioria dos casos que recebe, mas por vezes a perda é irreversível. Além disso, o processo até ter os dados de volta pode ser stressante.
Por isso, mais vale prevenir a perda de dados do que chegar a esse ponto. Há várias medidas simples que pode adotar no dia a dia. Vamos às principais:
1. Mantenha cópias de segurança dos ficheiros
Fazer cópias de segurança é a dica mais importante para evitar a perda de dados. Não impede avarias no disco, mas assegura que continua a ter os dados mesmo que o disco não possa ser recuperado.
O ideal é ter uma cópia dos ficheiros num disco externo e, ao mesmo tempo, sincronizar os dados com um serviço na nuvem, como o Dropbox ou o Google Drive. Assim, se um dos locais de armazenamento falhar, tem sempre outra cópia.
2. Evite pancadas
As pancadas são uma das grandes causas de danos nos discos, sobretudo em portáteis e discos externos. Como o disco rígido funciona com peças mecânicas de grande precisão, qualquer choque pode desalinhar e danificar os componentes.
Por isso, tenha cuidado ao transportar e manusear os seus equipamentos. Evite andar com eles ligados de um lado para o outro ou deixá-los em qualquer canto da casa ou do escritório, sujeitos a acidentes. Quando os transportar, proteja-os com materiais almofadados.
3. Vigie a temperatura do equipamento
O calor excessivo pode prejudicar o funcionamento do disco e até queimar componentes internos, sobretudo a placa eletrónica, além de outras peças do computador.
Por isso, evite trabalhar com o portátil ao sol e apoie-o sobre superfícies rígidas e estáveis. Usar o portátil ao colo, em cima de uma almofada, por exemplo, pode provocar sobreaquecimento.
Se o computador aquecer demasiado, verifique também se as ventoinhas ou o sistema de refrigeração têm algum defeito. A temperatura máxima suportada varia consoante o fabricante e costuma vir indicada no manual.
4. Evite o pó e a humidade
Embora os discos estejam bem protegidos, o pó e a humidade podem prejudicar o funcionamento do disco rígido e de todo o equipamento.
A sujidade pode acumular-se na caixa do computador ou entre os componentes do portátil. Isso dificulta a circulação de ar ou danifica peças de refrigeração e, assim, aumenta o aquecimento do equipamento.
A humidade pode acelerar o desgaste dos componentes e até oxidar peças. Além disso, o pó e o bolor podem provocar curto-circuitos nos circuitos eletrónicos e estragar o disco.
Por isso, proteja os seus equipamentos da sujidade e da humidade. Pode usar capas protetoras na caixa do computador ou no portátil quando não estiverem a ser usados. E nunca abra o disco por conta própria — sem a sala limpa e o equipamento adequados, é inevitável que entrem partículas no disco e danifiquem os pratos e as cabeças.
5. Use um antivírus atualizado
Instale um antivírus no computador, mantenha-o atualizado e faça análises regulares. Assim, aumenta a proteção contra ataques que podem danificar os seus dados.
Cuidado com os sites que visita e com os programas que transfere — use apenas fontes seguras. No caso dos discos externos, ligue-os apenas a computadores de confiança, livres de vírus.
6. Tenha cuidado ao ligar e desligar os equipamentos
O arranque e o encerramento são os momentos em que o disco é mais solicitado. Por isso, evite ligar e desligar o computador vezes sem conta ao longo do dia. Desligue-o quando não o estiver a usar, mas, se for só por pouco tempo, prefira suspendê-lo ou hiberná-lo.
Além disso, quando desligar o computador ou portátil, use a opção Iniciar > Encerrar do Windows e deixe o sistema encerrar por completo. Deixar a bateria do portátil esgotar, desligar no botão ou forçar o encerramento com programas abertos aumenta o risco de corromper ficheiros.
Nos discos externos, desligue o cabo USB só depois de remover o dispositivo com segurança. Caso contrário, a escrita dos dados pode ficar a meio e corromper o disco ou alguns ficheiros.
7. Proteja-se contra falhas de corrente
As falhas de corrente são muito comuns e podem danificar o disco de repente. Para o evitar, sempre que possível, desligue o computador da tomada durante trovoadas.
Nos computadores de secretária, use uma UPS (fonte de alimentação ininterrupta), que garante estabilidade elétrica. Tem baterias internas que mantêm o computador ligado durante algum tempo após uma falha de corrente, para que possa guardar os ficheiros e desligar o equipamento em segurança.
Quanto custa recuperar os dados de um disco?
O preço depende da complexidade do problema, e não da capacidade do disco nem da quantidade de dados perdidos. No diagnóstico, as empresas de recuperação de dados avaliam:
- A estrutura eletrónica e mecânica do disco rígido;
- Os danos sofridos;
- A viabilidade técnica da recuperação;
- Os pormenores da execução do serviço.
Com base nessa análise, é apresentado um orçamento. Os valores variam muito de caso para caso; para ter uma ideia, consulte a nossa página de preços.
Ao pedir um orçamento, confirme também se o diagnóstico é gratuito e se há custos de envio do disco. Na Bot, por exemplo, o diagnóstico normal é gratuito e a recolha é gratuita (ilhas não incluídas).
Para saber quanto custaria recuperar os dados do seu disco, preencha já o formulário de pedido de orçamento da Bot.
Equipamento usado para recuperar os dados de um disco
Para recuperar os dados de um disco, muitas vezes é preciso fazer reparações mecânicas e eletrónicas em peças sensíveis e até microscópicas — uma operação quase cirúrgica. Por isso, um serviço profissional exige equipamento específico.
Para ter uma ideia do que é necessário, deixamos alguns dos equipamentos que usamos na Bot, imprescindíveis num laboratório de recuperação de dados de discos:
- Microscópio para reparações eletrónicas;
- Equipamento de acesso ao firmware, que permite fazer as alterações necessárias no disco para tornar possível a recuperação dos dados;
- Equipamento profissional de clonagem, que lê o disco da forma mais segura e permite extrair o máximo de dados possível.
Além disso, é fundamental ter um ambiente limpo e controlado para trabalhar sem risco de entrarem impurezas nos discos.
A Bot trabalha com os principais fabricantes de equipamento profissional de recuperação de dados. As intervenções que exigem abrir o disco são feitas em sala limpa Classe 100 (ISO 5), um ambiente limpo e seguro, segundo a norma ISO 14644-1.
